Lista de Livros para os 8ºs. anos…

Segue a lista de livros para download. Qualquer dúvida estou a disposição.

Professora Kelly

Lista de Livros – download

SITUAÇÃO FORMAL E INFORMAL

Antes de sair de casa, escolha a língua portuguesa que você vai vestir!

Você já parou para pensar que saber usar a língua portuguesa é como saber vestir a roupa adequada para uma ocasião específica?
Hein?! Como assim??Imagine uma pessoa, entrando numa igreja para assistir a uma cerimônia de casamento, usando roupas de banho como se estivesse na praia… Estranho, não? Agora, imagine uma pessoa preparada para esquiar, com todos aqueles equipamentos e roupas de frio, entrando no mar para aproveitar um dia ensolarado na praia!
Ambas as situações nos causam estranheza pelo fato desses personagens estarem vestindo roupas inadequadas para as ocasiões em que se encontram. O mesmo ocorre com o uso da língua portuguesa. Podemos dizer que o português tem duas formas, uma coloquial, informal, e outra formal.
Quando crianças, geralmente, aprendemos com nossos familiares a língua portuguesa informal, considerada “incorreta”. Já, quando vamos à escola, a professora nos ensina a língua portuguesa formal, culta, considerada gramaticalmente “correta”.
Na verdade, não se trata de língua “correta” ou “incorreta”. Trata-se de língua em situação formal ou informal de uso.
Quando estamos em casa ou entre amigos, não há problema em usarmos a modalidade informal. Logo, as frases “pra mim fazer” e “os caderno está na gaveta” podem ser ditas sem problemas. Mas, quando estamos no trabalho ou em situações que pedem formalidade, não podemos usar a modalidade informal, mas, necessariamente, a formal, a gramaticalmente “correta”.
Imagine-se participando de uma palestra com o maior conhecedor de informática. Ele usa um terno de um estilista famoso e tem uma caneta Mont Blanc na mão. Todos os participantes estão maravilhados com a apresentação pessoal do palestrante. Provavelmente, alguns estão pensando “a palestra vai ser muito boa.” E, ainda, para auxiliar sua apresentação, o sujeito faz uso do melhor equipamento, do mais caro. Então, ele diz:

“Bom dia! Estou aqui pra mostrá procêis uma nova tecnologia que a gente desenvolvemos. Mas, pra nóis quebrá o gelo, seria bom a gente fazermos uma apresentação breve. Cada um fala nome, cidade…”

Com certeza, a caneta Mont Blanc e o terno caríssimo caem por terra. Será mesmo que um cara que fala desse jeito entende do assunto que vai falar? O que você pensaria se estivesse assistindo essa palestra?
Lembre-se: fazer uso da norma culta é muito importante se você quer ter credibilidade no que diz e no que faz. E usar a norma culta compreende tanto a fala quanto a escrita.
Antes de sair de casa, não se esqueça de “vestir” a modalidade (formal ou informal) que melhor se encaixará em suas atividades!

A língua portuguesa no mercado de trabalho

De cada dez pessoas que passam por uma entrevista de trabalho, sete são reprovadas porque falam e escrevem errado, segundo as agências de empregos. Esta é uma curiosa e assustadora estatística apresentada em uma reportagem do Jornal Hoje (30/10/2006).
A reportagem mostra que as empresas têm exigido o domínio da língua portuguesa, tanto na fala, como na escrita. Para isso, elas realizam testes de português, que são eliminatórios. Os resultados são altos índices de reprovação: “62% dos candidatos de nível médio e 45% dos candidatos de nível superior não conseguem passar porque têm pouco vocabulário, não compreendem o texto e demonstram falta de leitura”.
Entre os erros gramaticais mais comuns estão a concordância verbal(‘fazem cinco anos’); o gerundismo(‘vamos estar fazendo’); as gírias(‘dar uns toques’); os lugares comuns (‘a nível de Brasil’, ‘fechar com chave de ouro’); a pontuação e a acentuação.
A propagação desses erros normalmente acontece através da repetição. Uma pessoa fala errado, a outra retransmite o que ouviu, tornando-se um círculo vicioso. É o caso do gerundismo, que surgiu de uma tradução mal feita do inglês e que foi implantado inicialmente pelas empresas de telemarketing, tornando-se um fenômeno linguístico irritante para os ouvidos.
Como falar bem o português é uma exigência hoje em qualquer função, não podemos fugir dessa questão. A dica mais simples é a leitura. É lendo que se aumenta o vocabulário e se evita erros. Com relação aos diálogos, é indicado falar pausadamente, tomando cuidado com as palavras.

 

Situação formal e informal

Leia as situações abaixo. Os diálogos referem-se a situações formais ou informais? Marque a opção que melhor se encaixa e justifique sua resposta.
Situação 1

Apresentador: Boa noite, senhoras e senhores.
Auditório: Boa noite.
Apresentador: É com muita satisfação que iniciamos o 3º Congresso Internacional de Medicina. Hoje, teremos a participação do Prof. Dr. Ernani Terra, cardiologista, professor titular da Universidade de Pirapora do Norte. Em seguida, será oferecido um coquetel. Desejo a todos um ótimo congresso. (Aplausos)
D
r. Ernani: Boa noite. Sinto-me lisonjeado por ter sido convidado para fazer o discurso de abertura de um congresso tão importante que discutirá as inovações da medicina cardiovascular.

(   ) situação formal              (    ) situação informal

 

Situação 2

(Fim do primeiro tempo. Repórter entrevista um jogador)
Repórter: – Vanderson Cleiton, o que você tem a dizer sobre esse primeiro tempo?
Vanderson Cleiton: (ofegante) – A gente não jogamos muito bem, mas a gente tamos confiante, dano o melhor de nóis. E nóis vai marcar melhor nesse segundo tempo e nóis vai fazê dois gol. 

(    ) situação formal             (    ) situação informal

Situação 3

João: – Manhê! Dá danone! – grita Joãozinho à sua mãe.
D. Maria: – Calma, moleque. Eu tô no telefone. Vê se fica quieto.
(D. Maria continua sua conversa com seu cliente)

D. Maria: – Então, como eu estava lhe falando, os produtos chegarão em 2 dias. O senhor pode ficar tranqüilo que eu lhe garanto que não haverá atraso.

Sr. Manuel: – Mas, você me garante que os produtos são de excelente qualidade?

João: – Manhê! Manhê! Eu quero danone! Eu tô cum fome!

D. Maria: – Psssiu! João Augusto! Fique quieto.

D. Maria: – Claro! Trabalhamos com o que há de melhor no mercado.

Sr. Manuel: – Eu fico no aguardo. Obrigado.

D. Maria: – Eu que agradeço. Até mais.

João: – Manhê!!!

(    ) situação formal             (    ) situação informal

 

Situação 4

(Duas amigas conversando no msn)

Pati: oi miga td bem? J

Jô: oi J td blz

Pati: vc pode tc?

Jô: naum mto. to estudando

Pati: ta

Pati: vc vai no cinema hj?

Jô: vô

Pati: ok!!! a gente se encontra na frente do Mac bele?

Jô: blz té +

Pati: té bjs

(    ) situação formal             (    ) situação informal

INTERTEXTUALIDADE

Olá, pessoal! Conforme combinamos, segue a minha primeira postagem, que tem como objetivo aprofundar conceitos trabalhados na nossa primeira aula. Leiam com carinho e comentem com zelo!

Um grande abraço!

Professora Waner

O texto explorado na primeira aula apresentou intertextualidade, uma vez que nele pudemos identificar referências a outros textos. Dessa forma, podemos concluir que:

Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode ocorrer com outras formas além do texto: pintura, filme, novela, etc. Assim sendo, toda vez que uma obra alude a uma outra, ocorre a intertextualidade.

No texto estudado, apesar de aparecer uma clara menção a outros textos, pudemos perceber que houve deformação de suas ideias, alteração de sentido. Quem não conhece a famosa frase “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?”? Pois bem, quando a autora fez alusão a ela, modificou-a, uma vez que lhe alterou o sentido original: “Espelho, espelho meu, que foi feito de uma língua tão bela como eu?!”. O que temos aqui é, então, uma paródia, a qual podemos assim conceituar:

Paródia é uma imitação, na maioria das vezes cômica, de uma composição literária (também existem paródias de filmes e músicas), sendo, portanto, uma imitação que geralmente possui efeito cômico, utilizando a ironia e o deboche. Ela geralmente é parecida com a obra de origem e quase sempre tem sentidos diferentes. Na literatura, a paródia é um processo de intertextualização, com a finalidade de desconstruir ou reconstruir um texto.

Trata-se, portanto, de um interessante recurso, pois mostra que emissor (escritor) adota um posicionamento crítico, “brinca” com o texto parodiado. Ela enriquece o trabalho com a escrita, uma vez que nos fornece valiosos subsídios para articularmos ideias de um modo criativo.

Quem nunca ouviu alguma paródia em tempos de eleição? Isso mesmo: aquelas músicas com as letras alteradas são genuínas paródias.

Mas, além da paródia, existem ainda outras formas de “diálogo” entre os textos, como a paráfrase. Observe:

“Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.” Millôr Fernandes

Como já disse Millôr Fernandes, democracia tem um conceito bem relativo, depende do lugar onde a pessoa esteja. Se ela estiver no comando, há democracia; se ela for comandada, então só existe a ditadura. (paráfrase da citação acima)

Paráfrase é uma reescritura do texto original com novas palavras sem que o sentido do mesmo seja modificado. Consiste, portanto, na reprodução da ideia do autor, utilizando-se de sinônimos, inversões de períodos, etc.

São exigências de uma boa paráfrase:

►Utilizar a mesma ordem de ideias que aparece no texto original.

►Não omitir nenhuma informação essencial.

►Utilizar construções que não sejam uma simples repetição daquelas que estão no original e, sempre que possível, um vocabulário também diferente.

 

Quando há a tentativa exagerada (ou intencionalmente humorística) de se transpor expressões coloquiais para a norma padrão formal (preciosismo linguístico), encontramos algumas “paráfrases” cômicas:

● Prosopopeia flácida para acalentar bovinos. →Conversa mole pra boi dormir.

● Romper a face. → Quebrar a cara.

● Creditar o primata. →Pagar o mico.

● Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira. →Nem a pau.

● Sequer considerar a possibilidade de a fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais. →Nem que a vaca tussa.

● Retirar o filhote de equino da perturbação pluviométrica. →Tirar o cavalinho da chuva.

 AGORA É A SUA VEZ… 

Deixe uma paródia (de sua autoria ou não) 

OU

parafraseie uma das citações abaixo:

 

1) “É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida.” (Abrahan Lincoln) 

2) “A melhor maneira de se esquecer do tempo é usá-lo.” (Baudelaire) 

3) “Para o triunfo do mal basta que os bons fiquem de braços cruzados.” (Charles Chaplin) 

4) “Tempo difícil esse em que estamos, onde é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito.” (Albert Einstein) 

5) “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” (Albert Einstein) 

6) “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.” (Albert Einstein) 

7) “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” (Albert Einstein) 

8) “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” (Voltaire) 

9) “Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor.” (Albert Einstein) 

10) “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.” (Aristóteles)

Dica: É sempre bom ter “no bolso” uma citação, direta (transcrição literal) ou indireta (paráfrase). Ela pode ser útil para introduzir uma ideia!  Veja tal recurso numa das uma das melhores redações FUVEST/2009: 

“Pega o Coiso…”

Objetividade e clareza são fundamentais para escrever um bom texto e estabelecer uma boa comunicação. No vídeo a seguir, vocês notarão como fica difícil entender o que um dos rapazes está pedindo, uma vez que ele não explicou com clareza e objetividade o que ele queria.

 Vocês verão também por que não é legal usar a palavra “coisa” para especificar algo. Coisa pode se referir a muita “coisa”, generalizando a ideia de algo, além de causar problemas de compreensão.

A importância de um texto bem pontuado

 

            A pontuação é uma das grandes responsáveis pelo entendimento de um texto. Um texto sem pontuação fica confuso e gera ambiguidade. Leia o texto abaixo:

O TESTAMENTO ENIGMÁTICO 

Um milionário redigiu seu testamento desta forma: 

 “Deixo a minha fortuna para o meu irmão não para o meu sobrinho jamais para o meu advogado nada para os pobres.”

Como se vê, ninguém entendeu, porque não há nenhuma pontuação e houve enorme confusão entre os interessados na herança.

 O irmão achou que o certo seria assim: “Deixo minha fortuna para o meu irmão; não para o meu sobrinho, jamais para o meu advogado, nada para os pobres.”

Veio o sobrinho e disse que o certo era: “Deixo a minha fortuna: para o meu irmão, não; para o meu sobrinho; jamais para o meu advogado, nada para os pobres.”

Por sua vez, o advogado sustentou que a redação era: “Deixo a minha fortuna: para o meu irmão, não; para o meu sobrinho, jamais; para o meu advogado, nada para os pobres.”

Finalmente, um defensor dos pobres disse que o certo, na realidade, era: “Deixo a minha fortuna: para o meu irmão, não; para o meu sobrinho, jamais; para o meu advogado, nada; para os pobres.”

Você pôde observar que há várias formas de pontuar a oração. Cada vez que a pontuação muda, muda-se o herdeiro. Logo, apenas um ponto ou uma vírgula pode deixar alguém rico do dia para a noite. Ou ainda, você pode reverter uma situação que parecia perdida.           

            Agora, lanço um desafio para vocês: pontue a frase abaixo de maneira que ela fique coerente e com um único sentido. 

Maria toma banho porque sua mãe disse ela pegue a toalha.

Para MIM ou para EU

 

 

 

 

capitaooo

Quem nunca ouviu falar do Capitão Caverna (ilustrado acima)? Além de empunhar seu tacape e gritar “Capitão Caveeeeeeeeeeeeeeeeerrrrnaaaaaaaaaa”, este famoso personagem de desenho animado vivia trocando o eu pelo mim. “É pra mim fazer”, “pra mim pegar”…

Afinal de contas, quando usamos o eu e o mim? Que dúvida cruel…

A seguir, traremos explicações encontradas nas gramáticas da norma culta da língua portuguesa. Mas, para facilitar a coisa, preste atenção no macete abaixo:

O EU só trabalha e o MIM só recebe.

 

 

O livro é para eu ler. A tarefa é para eu fazer. O bolo é para eu comer (hum… isso é bom!).

Você pode observar que, nos exemplos acima, o cara que faz a ação de ler, de fazer, de comer, de corrigir e de pagar sou o EU EU. Eita sujeitinho trabalhador! Na verdade, ele é o sujeito de cada oração. Lembre-se que é o sujeito quem pratica uma ação.

E por que o “mim” só recebe? Observe: a bronca é para mim, o brinquedo é para mim, os doces são para mim. Se o presente é bom o ruim, não importa. É sempre para mim!

Ainda não entendeu? Então, observe a frase abaixo:

É para mim estudar?

Na frase, como há um verbo (estudar) exigindo sujeito (alguém vai estudar), devemos colocar um pronome que funcione como sujeito, um pronome pessoal do caso reto – eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Os pronomes oblíquos tônicos – mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas (pronomes que só se usam com preposição) – funcionam como complementos.

Então, se não houver verbo à frente, deve-se usar mim ou ti. E se houver verbo exigindo sujeito, eu ou tu (você).

Portanto, a frase apresentada deve ser corrigida: Era para eu estudar?

Mas você deve estar pensando: como vou saber se é sujeito ou não? Então, faça o seguinte: use 

eu ou tu antes de um verbo no infinitivo (verbo terminado em ar, er ou ir), exceto quando surgir um verbo de ligação (continuar ser, estar, parecer, ficar, permanecer,) junto de predicativo do sujeito ou os verbos custar, bastar, restar e faltar.

 

Exemplos:

Foi difícil para mim aceitar a situação.

Custou para mim entender a matéria.

Basta para mim estar a seu lado.

 

 

Se tudo o que foi exposto até aqui parece pouco prático na hora de decidir se é 

eu ou Eu faço ou mim faz? Talvez o Tarzan (lembram dele?) responda que é a segunda alternativa, mas nós não somos o Tarzan.

Então, na hora de decidir, faça a pergunta mágica: eu leio ou mim lê ? Se eu leio, então o livro é para eu ler.

 

 

 

Mas, atenção! Essa regra só vale para a primeira e a segunda pessoa do singular (eu, tu – mim, ti). Nos outros casos, seja o pronome sujeito ou não, ele será sempre do caso reto. Assim: Ele trouxe o livro para mim, mas ele trouxe o livro para nós.

 

 

 

EXERCÍCIOS

 

 

 

 

 

Selecione a alternativa de acordo com a frase. Justifique s sua escolha.

a) Para mim, estudar é muito importante.

( ) certa ( ) errada

 

 

 

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b) Ela deu um presente para mim.

( ) certa ( ) errada

 

 

 

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c) Maria ligou para eu.

( ) certa ( ) errada

 

 

 

_________________________________________________________________________

 

 

 

d) Esse biscoito é para mim? Para mim comer?

( ) certa ( ) errada

 

 

 

_________________________________________________________________________

 

 

 

e) Se era para mim resolver o problema, porque não me disse?

( ) certa ( ) errada

 

 

 

_________________________________________________________________________

 

 

 

f) Está complicado para mim terminar este trabalho.

( ) certa ( ) errada

 

 

 

_________________________________________________________________________

 

 

 

g) É um suplício para mim ter de enfrentar aquele homem.

( ) certa ( ) errada

 

 

 

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